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Programa Mar Sem Lixo recolhe mais de 1,5 tonelada de resíduos

24 de abril de 2026

Programa Mar Sem Lixo recolhe mais de 1,5 tonelada de resíduos

Mutirão na Barra dos Pescadores reuniu 13 pescadores e reforçou preservação ambiental com geração de renda

Ubatuba realizou nesta sexta-feira, 24, mais uma edição do programa Mar Sem Lixo, com mutirão de limpeza no manguezal do Rio Grande, na região da Barra dos Pescadores. A ação resultou na retirada de 1.532,2 quilos de resíduos sólidos e contou com a participação de 13 pescadores artesanais, reforçando a atuação conjunta entre poder público, comunidades tradicionais e instituições parceiras na preservação dos ecossistemas costeiros. A mobilização integra a agenda do programa no município, que já havia sido anunciada pela Prefeitura para a região do Rio Grande, com concentração na Ilha dos Pescadores.

Além do impacto ambiental, a iniciativa também teve reflexo direto na renda dos participantes. De acordo com o balanço da ação, cada pescador recebeu R$ 701,98 pelo trabalho realizado, dentro da lógica de pagamento por serviços ambientais adotada pelo programa. Desenvolvido pela Fundação Florestal, o Mar Sem Lixo alia conservação ambiental, educação ambiental, geração de dados e valorização da pesca artesanal, com adesão voluntária de pescadores que atendem aos critérios de participação.

O programa conta com apoio da Prefeitura e de parceiros locais, fortalecendo o trabalho de coleta de resíduos em áreas de mangue, estuário e ambiente marinho. A proposta é ampliar o engajamento comunitário, incentivar a destinação adequada dos materiais retirados do ambiente natural e consolidar uma rede de cooperação em defesa dos ecossistemas costeiros.

“É muito importante essa ação porque além de trazer o engajamento à educação ambiental também proporciona a retirada desses resíduos sólidos, o que vai melhorar os parâmetros biogeoquímicos da água e, por ventura, melhorar a qualidade da água, a qualidade dos peixes e, assim, a mesma qualidade de vida deles que moram aqui”, destacou o chefe de Seção de Gestão Ambiental, engenheiro ambiental e sanitarista, Guilherme Henrique.

Estudos internacionais apontam que mais de 1.400 espécies marinhas sofrem impactos provocados pelo lixo nos oceanos, incluindo aves, tartarugas e outros animais afetados por ingestão de resíduos ou emaranhamento em materiais descartados incorretamente. No litoral paulista, a Fundação Florestal informou neste mês que os plásticos representam mais de 90% do lixo encontrado nas praias paulistas, o que reforça a relevância de ações permanentes de coleta e prevenção.

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