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Pescadores recebem orientação sobre emissão de nota fiscal eletrônica

07 de abril de 2026

Pescadores recebem orientação sobre emissão de nota fiscal eletrônica

Encontro técnico esclareceu obrigatoriedade da Nota Fiscal do Produtor Eletrônica e reforçou apoio da CATI à pesca artesanal

A Casa da Agricultura de Ubatuba, vinculada à CATI Regional Santos, promoveu uma ação de orientação técnica em parceria com a Colônia de Pescadores Z10 “Ministro Fernando Costa” para esclarecer dúvidas sobre a obrigatoriedade da Nota Fiscal do Produtor Eletrônica (NF-e), exigência que, desde janeiro, também passou a valer para os pescadores artesanais profissionais.

A iniciativa reuniu cerca de 40 pescadores e pescadoras em uma roda de conversa voltada à apresentação das novas regras e aos impactos práticos da mudança na rotina da categoria. O encontro também reforçou o papel da CATI como órgão responsável por ações de assistência técnica e extensão rural, com atuação voltada à regularização e ao fortalecimento das atividades produtivas no campo e no mar.

Segundo Maíra Formis, especialista ambiental da Casa da Agricultura de Ubatuba, a atividade teve caráter técnico e buscou oferecer informações detalhadas sobre cadastro, emissão e uso correto da nota fiscal eletrônica, agora obrigatória para a categoria.

A capacitação foi conduzida pelo contador João Batista Bueno de Aguiar, que apresentou o passo a passo para adesão ao sistema e esclareceu questões levantadas pelos participantes, como exigências fiscais, tipos de embarcação, licenciamento, declaração de espécies e integração com meios de pagamento.

Durante o encontro, os pescadores relataram preocupações em relação à adaptação tecnológica e aos custos envolvidos no novo modelo. Um dos diretores da Colônia, Rosildo de Paula, destacou a importância do acesso à informação para que os profissionais possam se adequar sem comprometer a comercialização do pescado. “A nota fiscal é uma novidade e traz custos, por isso nós precisamos de informação para entender melhor. Mas sabemos também que, sem a documentação correta, nós podemos perder o produto na fiscalização e, como o pescado é perecível, isso significa um grande prejuízo, pois ele precisa ser vendido fresco”, avaliou.

As dúvidas apresentadas ao longo da roda de conversa evidenciaram o impacto direto da nova legislação no cotidiano da pesca artesanal, especialmente em um setor que lida com produtos altamente perecíveis e depende de agilidade na comercialização. Ainda assim, a regularização foi apontada como medida essencial para garantir segurança jurídica e evitar prejuízos.

O médico-veterinário Carlos Kawatani, responsável pela Casa da Agricultura de Ubatuba, ressaltou o caráter público e orientador da ação. “Nosso papel, enquanto CATI, é estar ao lado do produtor e do pescador neste momento de transição, oferecendo informação qualificada e apoio técnico para que ninguém fique para trás diante das novas exigências legais”, afirmou.

A ação reforçou que a assistência técnica pública vai além do apoio à produção, atuando também na inclusão fiscal e na sustentabilidade econômica das comunidades produtivas, incluindo a realidade específica dos municípios do litoral.

A obrigatoriedade da NF-e decorre do Ajuste Sinief 27/2024, da Secretaria da Fazenda e Planejamento (Sefaz), que substituiu a antiga Nota Fiscal modelo 4 por formatos eletrônicos. Como alternativa prática, a Sefaz indica o uso do aplicativo Nota Fiscal Fácil, que permite a emissão digital por produtores rurais, microempreendedores individuais e transportadores autônomos de carga, ampliando o acesso à formalização.